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Nova Iguaçu é a cidade com o maior número de denúncias sobre atuação da milícia

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A morte de quatro jovens na última sexta-feira, em Nova Iguaçu, teria sido mais uma ação das milícias, que têm crescido na região. Segundo dados do Disque-Denúncia, Nova Iguaçu foi a cidade da Baixada de onde partiram mais ligações anônimas, denunciando a atuação dos grupos. De janeiro até 10 de outubro deste ano, foram 505 telefonemas. No estado, a cidade só perde para o município do Rio, de onde partiram 4.019 ligações.

André Luis Vieira Júnior, de 21 anos, Fernando André Rodrigues Torres, de 23, Pedro Paulo do Nascimento, de 20, e Thalles Pereira Rodrigues, de 22, estavam na Rua Rogério de Azevedo, no bairro Miguel Couto, quando foram assassinados. Artêmio Pereira Nunes, de 19 anos, também foi alvejado, mas sobreviveu. Ele está internado com quadro estável no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Em setembro, três jovens foram encontrados mortos no mesmo bairro, no terreno de uma empresa de ônibus.

O envolvimento de milicianos nessas mortes e uma possível relação entre as duas chacinas estão sendo investigadas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Segundo familiares das vítimas, os quatro jovens assassinados nesta sexta-feira comemoravam o aniversário e o nascimento do filho de Pedro, quando um carro que estava seguindo Artêmio chegou atirando.

— Eles estavam curtindo o evento dele, quando Artêmio chegou e parou no meio da comemoração. O carro veio e atirou em quem estava junto dele — disse o parente de uma das vítimas, que preferiu não se identificar.

Familiares acreditam que eles tenham sido mortos por milicianos, já que a ação desse grupo tem sido comum na região:

— Meliantes sem nenhum compromisso com a vida alheia tentam por ordem de forma incorreta no bairro. Mas isso não vai ficar impune. Não vai ser a primeira nem a última morte, mas não vai ser em vão — disse um dos familiares.

No fim de setembro, três jovens foram encontrados mortos no mesmo bairro, no terreno de uma empresa de ônibus. Segundo um parente, os quatro mortos conheciam essas vítimas:

— Conheciam porque o bairro é pequeno, mas não tinham convívio. Os meninos não faziam nada demais. Mas se você for até a favela e ficar andando por lá ou frequentar o baile funk, a milícia não gosta.

Uma das vítimas, André Luís Vieira, foi enterrado neste domingo no Cemitério municipal de Nova Iguaçu. Os corpos dos outros três jovens ainda não foram liberados do Instituto Médico Legal (IML) na cidade.

Fonte: Extra

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