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PMs da Inteligência são acusados de cobrar propina de comerciantes em Nova Iguaçu

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O Ministério Público do Rio denunciou à Justiça sete policiais militares lotados na subsecretaria de Inteligência da PM por cobrarem propina de comerciantes de Nova Iguaçu e bairros do município do Rio de Janeiro. A denúncia revela que os policiais receberam R$ 25.700 em cinco ocasiões diferentes.

O documento, enviado para a Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Rio na última segunda-feira, também mostra que, além dos sete PMs presos, outros agentes da subsecretaria ainda não identificados também participaram das cobranças e ameaças a comerciantes.

A denúncia também detalha como a quadrilha agia: os PMs se apresentavam como policiais civis aos comerciantes e afirmavam que “denúncias” haviam sido feitas contra o estabelecimento sobre venda de produtos piratas. Os agentes alegavam que “não teria como segurar” e demandavam o pagamento de quantias para evitar eventuais “buscas e apreensões ilegais”. Numa das ocasiões em que os PMs receberam a quantia solicitada, os agentes ainda retiraram o HD do computador do comércio, alegando que “a gravação do sistema de segurança poderia ser usada como prova”.

Foram denunciados o soldado Ivan Marques Cunha, os cabos Jefferson Rodrigues Batista, Leslie Cristina Duarte Rocha, Nacle de Souza Oliveira e Guttemberg Dantas da Silva, o sargento Roberto Campos Machado e o tenente Victor Magnano Mangia. Se a denúncia for aceita, todos vão responder pelo crime militar de concussão. Todos os agentes seguem presos.

No dia da operação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) que culminou na prisão dos agentes, o coronel Rubens Castro Peixoto Júnior foi exonerado do cargo de subsecretário de Inteligência da PM. Peixoto foi convidado para assumir a Subsecretária de Inteligência em meados de junho passado. Na ocasião, ele comandava o 18º BPM (Jacarepaguá). Quando saiu do batalhão, levou consigo todo o seu “staff” para o Quartel Geral da PM, no Centro do Rio. Foram com Peixoto 20 praças e 12 oficiais. Entre eles, cinco dos sete agentes presos pela Polícia Civil.

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