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Enquanto números do coronavírus aumentam, o isolamento social diminui em Nova Iguaçu

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Nova Iguaçu registrou neste domingo (13), a quinta morte pelo novo coronavírus e a 88 casos, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Apesar do avanço da doença, aumentou a quantidade de pessoas nas ruas do município.  A maioria, ainda sem máscaras. No Centro, onde se encontra o maior número de vítimas da Covid-19 (16), as aglomerações não diminuíram.

“Infelizmente não estão levando a sério e a cada dia se vê uma avalanche de pessoas nas ruas. O mais triste é ver que muitas delas são do grupo de risco”, disse o médico Jorge Ribeiro, que só sai de casa para ir trabalhar.

Na Posse, onde já foram registrados nove casos, o cenário de aglomeração se repete. O desembarque de passageiros dos ônibus chama atenção. Um motorista disse que apesar da queda no movimento, o número de passageiros vêm aumentando nos últimos dias:

“As medidas foram tomadas e a empresa está cumprindo com as determinações, mas o pessoal não respeita e já estou carregando mais passageiros a cada dia. Muita gente precisa realmente trabalhar mas tenho visto também muita gente que está pensando que é férias”, contou.

Em todo o país, o isolamento social dos brasileiros se afrouxou na última semana, e o tráfego de pessoas e carros aumentou nas metrópoles brasileiras, segundo dados de aplicativos de transporte como Waze, Moovit e In Loco.

Quem circula pelos calçadão de Nova Iguaçu nem imagina que a cidade é a que acumula o maior número de casos na região. Ruas lotadas, filas e pessoas descumprindo a quarentena.

Vale lembrar que a prefeitura decretou o fechamento do comércio no último dia 21 de março e mantém, em parceria com a Polícia Militar e o programa Segurança Presente, operações constantes para orientar e organizar as filas para evitar aglomerações. Denúncias podem ser feitas à prefeitura pelo WhatsApp 21 99139-1338.

O cenário de mortes e casos confirmados do Rio poderia ser pior não fosse o isolamento social de quem pode ficar em casa, segundo o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos. Porém, ainda não há o que comemorar. Ele teme que o início do achatamento da curva tenha sido prejudicado pelo afrouxamento da quarentena por parte da população.

— As pessoas confundiram. O governo atuou rápido e de maneira correta. Então, a população joga isso no lixo! Vai para o calçadão caminhar! Hoje estou preocupado, com medo de que a curva pegue um movimento ascendente, quando ela estava achatada. Tenho dúvida se, daqui a duas semanas, teremos uma resposta positiva — lamentou o secretário.

O governador Wilson Witzel admitiu que, caso haja orientação de especialistas em saúde, pode haver lockdown (isolamento total das pessoas) no Rio. E defendeu um endurecimento na legislação para a punição mais severa a quem quebrar a quarentena e ainda o pagamento de multa. Sobre as aglomerações que ainda são vistas, ele cobrou das prefeituras fiscalização mais rigorosa:

— Os prefeitos têm que isolar essas áreas (onde há aglomerações). Colocar fita, barreira. A polícia está à disposição dos municípios.

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