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Morre ex-presidente da Imperial de Nova Iguaçu

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Morreu na madrugada desta terça-feira (21) o ex-presidente da escola de samba Imperial de Nova Iguaçu (antiga Imperial de Morro Agudo). Ezequiel Souza de Brito, também conhecido como Miguel Boca de Ouro. Ele tinha 74 anos e sofreu uma parada cardíaca no Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, onde estava internado desde o último sábado, após ter um AVC.

Cria de Nilópolis, Ezequiel estava no samba desde muito cedo, por influência do pai, que participou dos primeiros anos da escola Vizinha Faladeira, na década de 1930, e do início das atividades da União das Escolas de Samba, a primeira entidade representativa das agremiações de samba.

Ezequiel se orgulhava de ter herdado o livro com a ata de fundação da entidade, documento que tem as assinaturas de diversos pioneiros do carnaval, como o lendário Paulo da Portela. Era comum, por exemplo, ver o conselheiro exibindo a relíquia para amigos.

Policial militar aposentado (terceiro sargento), ele também foi presidente da Unidos de Nilópolis (extinta em 1992). Integrou, ainda, as diretorias da Estácio de Sá e Beija-Flor de Nilópolis, e teve uma curta, mas importante passagem pela Acadêmicos do Grande Rio.

Atualmente Miguel era membro do Conselho Deliberativo da Portela, onde era sócio benemérito. O envolvimento com agremiação de Madureira veio a partir da amizade que tinha com o ex-presidente Carlinhos Maracanã, de quem se tornaria grande colaborador na escola. Após um período afastado, retornou em 2013, com a eleição de Serginho Procópio e Marcos Falcon. Desde então era membro do Conselho Deliberativo. Gostava de sentar para conversar na secretaria da quadra e fazia questão de visitar o barracão dias antes do desfile.

No último carnaval, Ezequiel desfilou pela diretoria. No mês de março, marcou presença na Feijoada da Família Portelense e participou no palco da homenagem que o presidente Luis Carlos Magalhães fez ao músico mangueirense Carlinhos Pandeiro de Ouro.

Nesta terça-feira, feriado de Tiradentes, ele iria comemorar seus 74 anos (o aniversário foi em 28 de março) no Portelão, com um baile animado pelo conjunto Os Devaneios. O evento, no entanto, havia sido cancelado por conta da pandemia. Viúvo, ele deixa cinco filhos e vários netos.

O sepultamento aconteceu nesta quarta-feira, às 14h, no Cemitério Jardim de Mesquita.

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