Nova Iguaçu Online
Notícias de Nova Iguaçu todo dia

Rio passa a divulgar boletim do impacto da covid-19 na economia

Receba as matérias da sua cidade em primeira mão no seu smartphone ou tablet. WhatsApp CLIQUE AQUI ou Telegram CLIQUE AQUI

A Coordenadoria de Estudos Econômico-Tributários (CEET), da Subsecretaria de Receita, da Secretaria de Estado de Fazenda, publica, a partir de hoje (22), o Boletim Impactos da Covid-19, que mostrará os reflexos da covid-19 na economia do estado do Rio de Janeiro. O estudo comparou as informações sobre o volume de operações com incidência de ICMS de março deste ano com os dados do mesmo mês de 2019; e também avaliou a evolução, semana a semana, do período entre 1° de março e 4 de abril deste ano.

O secretário de Estado de Fazenda, Luiz Cláudio Rodrigues de Carvalho, disse que a divulgação do boletim, neste momento, vai permitir a avaliação do comportamento da economia para que outros agentes possam tomar as suas decisões. “Os boletins elaborados pela Receita estadual serão usados para a estratégia de saída da crise”.

Para o secretário, com a análise da evolução dos dados junto com a avaliação da curva epidemiológica feita pela Secretaria de Estado de Saúde será possível chegar a um diagnóstico das regiões a serem flexibilizadas do isolamento social ou não. “A gente analisa os dados e toma a decisão, equilibrando economia com saúde”, explicou.

Carvalho lembrou que antes da crise do novo coronavírus, o estado do Rio de Janeiro registrava uma retomada econômica, que vinha sendo puxada especialmente pela indústria. “A produção industrial aumenta quando há a perspectiva de o varejo consumir mais. Quando há corte nessa cadeia, é como um engavetamento, o primeiro para e os demais param em seguida”.

Boletim

Na visão do subsecretário de Receita, Thompson Lemos, o boletim elaborado pela CEET é relevante frente ao cenário fiscal que o Rio atravessa, com o impacto do novo coronavírus, não só na saúde da população fluminense, mas também nas finanças. “A partir do levantamento, temos o conhecimento de como os setores responderam às primeiras medidas restritivas, que foram e estão sendo fundamentais para controlar a expansão da doença. É um trabalho excepcional da Receita estadual, que será mantido pelos próximos meses”, explicou.

Dados

O boletim mostra que nas duas primeiras semanas do isolamento social no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 15 e 28 de março, a boa expectativa do setor produtivo não se refletiu no consumo. O ICMS apurado pelas Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e), relativas ao consumo final de um produto, registrou queda de 8,76% entre março de 2019 (R$ 510 milhões) e março de 2020 (R$ 470 milhões). A conclusão é que o resultado de queda foi uma consequência das medidas restritivas necessárias adotadas pelo governo estadual para o combate à pandemia.

Já os dados da última semana do período analisado, entre 29 de março e 4 de abril, indicam alta nas quantidades de notas fiscais emitidas e de imposto destacado, o que pode significar um início de recuperação da atividade econômica a ser confirmado ou não nos próximos boletins. “Um dos motivos pode ser uma acomodação do mercado. Muitas pessoas compraram em grande quantidade no início da quarentena e voltaram a comprar para refazer o estoque”, observou o secretário.

Setor Econômico

Em março de 2020, a indústria teve aumento de 20,73% nos valores das notas fiscais emitidas e de 7,57% no ICMS destacado, desempenho melhor do que o mesmo mês do ano passado. Apesar disso, a quantidade de notas caiu 3,91%.

No atacado e no varejo, os comportamentos foram opostos. Na primeira semana entre 1° a 7 de março, e a última de 29 de março a 4 de abril, o valor de ICMS do atacado teve alta 12,6%. Já o varejo, na mesma comparação, os setores de farmácias tiveram queda de 5,4%, e supermercados, de 3,6%, apresentando uma relativa estabilidade nos valores das notas fiscais e no volume de ICMS, alta de 5,9% para as farmácias e de 2,2% para os mercados, mas no número de notas emitidas registraram queda, um sinal de que os consumidores fizeram compras de valores maiores para fazer estoques em casa.

O grupo composto por restaurantes, bares, padarias e lanchonetes registrou recuo acima de 60% em todos os indicadores, demonstrando ter sido muito afetado pelas medidas restritivas. O setor de vestuário e calçados foi o que teve o maior prejuízo, com quedas no valor das notas e no ICMS superiores a 70% e de 92% na quantidade de notas emitidas.

Petróleo

A única região do estado a apresentar índices nos dois itens analisados, valor das notas e valor do ICMS destacado, na comparação entre a primeira e a última semana do período pesquisado, foi a do norte fluminense, por causa da atividade petrolífera. A mais atingida no valor das notas foi o sul fluminense, com perda de 35,7%. Ao lado do noroeste foi também a região mais impactada em volume de ICMS. Na quantidade de notas emitidas, a Região Metropolitana teve redução de 39,1%, a maior registrada no estado.

Simples Nacional

Os contribuintes que optaram pelo Simples Nacional registraram queda tanto no volume quanto no valor das notas na comparção entre março de 2019 e março de 2020. Em março deste ano, as variações finais indicam redução de 37,2% na quantidade e de 50% no valor das notas. Nos dois casos, os recuos se concentram na terceira e na quarta semanas do período, mas com recuperação na última semana.

Inscreva-se em nossa Newsletter
Cadastre e receba notícias direto para seu email
Você pode se desinscrever a qualquer momento
você pode gostar também
Comentários
Loading...

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós garantimos que está tudo certo com isso, mas você pode não desejar isso. Aceitar Saiba Mais