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Polícia Civil prende suspeitos de atuar na milícia em Nova Iguaçu

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A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (28) quatro suspeitos de lavagem de dinheiro da milícia que atua em Nova Iguaçu.

Segundo as investigações que levaram à Operação Pax Romana, o esquema envolve revendedoras de botijão de gás e movimentou R$ 191 milhões desde 2016.

Carlos Roberto da Silva Rocha, o Cadu do Gás, apontado como principal suspeito de movimentar o dinheiro, é um dos presos. Ele chegou com máscara – fornecida pela equipe que o deteve – às 8h à Cidade da Polícia.

Um suspeito está foragido. Equipes cumprem ainda 68 mandados de busca e apreensão.

A chefe do Departamento de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro, delegada Patrícia Alemany, deu detalhes da investigação:

“Essa investigação tem objetivo de quebrar financeiramente uma organização criminosa que atua na Baixada. Começamos com relatórios de inteligência financeira. A gente já percebeu que tem ligação com a milícia, eles usam empresas de fachada para lavar esse dinheiro”, disse ela.

CADU DO GÁS
Cadu do Gás. Foto: Divulgação

Além da movimentação financeira de Cadu do Gás, chamou a atenção a evolução patrimonial do suspeito preso nesta terça-feira.

“Um dos cabeças da quadrilha era, há 10 anos, apenas um entregador de gás. Hoje o patrimônio dele é estimado em R$ 15 milhões”.

A polícia afirma que o grupo monopolizou a comercialização de bujões em bairros de Nova Iguaçu e Seropédica.

Cadu do Gás já tinha sido detido uma operação da corregedoria da PM em 2018 contra policiais que agiam em milícias na Baixada, mas acabou solto.

Além dos cinco mandados de prisão temporária (por 30 dias), a Vara Especializada em Crime Organizado, do Tribunal de Justiça do RJ, determinou o bloqueio de mais de R$ 29 milhões em bens, incluindo imóveis em condomínios de luxo, e diversos veículos.

Foram pedidos ainda 43 afastamentos de sigilos fiscais e 20 afastamentos de sigilos bancários.

Os suspeitos vão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.

A operação conta com apoio do Ministério Público e de várias delegacias, como a a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), a Delegacia Fazendária, a Delegacia de Roubos e Furtos de Carga (DRFC) e a 26ª DP (Todos os Santos), além da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Secretaria Estadual de Fazenda.

*Fonte: G1
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