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Alarmes disparados tiram o sono de moradores no Centro

O disparo de alarmes mal regulados ou desassistidos de algumas lojas no Centro de Nova Iguaçu estão tirando o sossego dos moradores. A situação, que já ocorria há algum tempo, piorou com o isolamento social.

Segundo moradores, com o fechamento de parte do comércio, muitos lojistas não estão fazendo o acompanhamento ou contrataram uma empresa de segurança responsável por verificar eventuais disparos dos alarmes. O problema é que muitas vezes os dispositivos são acionados e passam horas sem que alguém vá desligar. A situação, é claro, gera mais desconforto durante a noite.

Uma moradora da rua Otávio Tarquino, que pediu para não ser identificada, contou  que já tentou várias maneiras de tentar uma solução para o problema, mas nada adiantou:

“Já tentei enviar mensagem para a Ouvidoria da prefeitura, mas o sistema é só para inglês ver, não funciona. Não conseguimos enviar mensagem ou simplesmente não respondem. Já entramos em contato com o número de telefone disponível para compras afixado nas portas, mas ninguém aparece para resolver esse problema. É um absurdo que o lojista e a prefeitura nada façam”, reclama.

Ela aponta que uma das lojas que mais atrapalham o sono dos moradores é a Belíssima calçados para festas, segundo ela, o alarme está disparando dia e noite:

“A loja está fechada devido a pandemia e o alarme dispara a noite toda e não deixa os moradores dormir. Um desrespeito a saúde e ao direito dos cidadãos que pagam seus impostos caros”, reclama ela.

Polícia também é prejudicada

Além de atrapalhar o sono dos moradores, o disparo dos alarmes também atrapalha o trabalho da Polícia Militar. Além de tirar os policiais de casos considerados mais graves, muitas vezes a polícia não encontra uma forma de resolver o problema.

“Alguns tem sistema que suspende o disparo, que desliga sozinho, então o policial vai ver e já não tem nada. Gera deslocamento das viaturas desnecessariamente. A viatura vai lá e o barulho parou. Tem um retrabalho de policiais que voltam no mesmo local duas, três vezes”, diz o especialista em segurança pública, Luiz Fernando Medeiros.

De acordo com Luiz Fernando, a perturbação do sossego pode ser alvo de responsabilização de três esferas: Penal, Civil e Administrativa. “Se o vizinho perdeu a mãe, por exemplo, o incômodo, o dano (do ruído) é ainda maior. O município pode multar, autuar. Já a Polícia Militar tem que fazer a questão penal do negócio, tem que aplicar a responsabilidade penal aos proprietários das lojas”, afirma.

Mas Luiz explica que na maioria das vezes a solução acaba sendo a Justiça:

“Infelizmente o poder público deixa a desejar nesses casos. Nesse caso, a Justiça acaba sendo a solução. Nesse caso o morador prejudicado deve ingressar com uma ação contra a loja e até mesmo a Prefeitura, mas para isso ele tem que provar a perturbação e mostrar ao juiz que tentou uma solução amigável. Nesse caso a ação vai pedir que proprietário do comércio cesse o dano ruidoso. O juiz vai determinar a paralisação”, concluiu.

Tentamos contato com a loja Belíssima calçados, mas não conseguimos ter sucesso.

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