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PM é preso durante operação contra milícia que age em Nova Iguaçu

Um PM do 9º BPM (Rocha Miranda) foi preso, no início da manhã desta quinta-feira (02), durante uma operação conjunta entre os departamentos gerais de Investigação à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) e de Homicídio e Proteção a Pessoa (DGHPP) da Polícia Civil. O militar é suspeito de fazer parte de uma milícia que age nos bairros Palhada e Valverde, em Nova Iguaçu. Ele teve sua pistola e celular apreendidos.

Além da prisão policial, que não teve a identificação revelada, os agentes também cumpriram 11 mandados de busca e apreensão na casa de suspeitos de fazerem parte do grupo paramilitar. Contra o PM havia um mandado de prisão preventiva em aberto, que, assim como os demais, foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu.

Em um dos locais de busca e apreensão, os policiais também prenderam dois homens em flagrante, um com uma pistola calibre 9 mm e um carregador e o outro com uma pistola e um revólver. No local, também foi encontrado uma grande quantidade de material para instalação de TV a cabo clandestina, além de um caderno com anotações sobre o serviço ilegal prestado.

De acordo com a Polícia Civil, o PM preso foi indiciado pelo Ministério Público estadual (MPRJ) e vai responder por extorsão e associação criminosa. Os demais membros da quadrilha também são investigados pelos mesmos crimes.

A operação de hoje contou com 80 policiais, que saíram da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), em Belford Roxo, para cumprir os mandados.

Todos os alvos são investigados em ações da Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional para reprimir as atividades exercidas pelas milícias que atuam na região e evitar, assim, a ocorrência de homicídios nestes bairros e auxiliar na elucidação de outros crimes já apurados pela DHBF.

A ação contou com a participação da Corregedoria Geral Interna da Policia Militar e do Batalhão de Ações com Cães da Coordenadoria de Operações Especiais da corporação (BAC/COE).

Procurada pelo DIA, a PM disse que informa que o agente “responderá aos possíveis ilícitos pelos quais for indiciado em processo judicial, sendo respeitado o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório”.
“O comando da corporação não compactua com quaisquer desvios de conduta por parte de seus integrantes, sendo tais situações averiguadas pelos órgãos correicionais internos e sempre respeitando-se os direitos acima citados”, a corporação acrescentou, em nota.

Fonte: O Dia
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