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Motoristas e passageiros do transporte alternativo pedem melhores condições em Nova Iguaçu

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Com o crescimento do município de Nova Iguaçu, a necessidade de novas opções que facilitem o deslocamento entre os moradores também cresceu. O surgimento do transporte alternativo é uma dessas opções. Com mais de 313 permissionários, fora motoristas auxiliares, o serviço de transporte complementar de passageiros é responsável por transportar em média 46.950 passageiros por mês.

Mas a grandeza dos números não se reflete nas condições em que, tanto passageiros como permissionários, são obrigados a suportar para usar o sistema. Eles reclamam do descaso e do abandono:

“Estamos exposto as intempéries. Sem abrigos, tanto os motoristas quanto os passageiros são obrigados a aguentar o sol forte ou se molhar na chuva nos pontos finais. Isto sem falar na falta de banheiro, que obriga a gente a se virar para fazer nossas necessidades. Nos relegaram a segundo plano e colocaram a gente em terminais desarranjados e descuidados de qualquer estrutura básica de abrigo e dignidade. É assim o tratamento indigno recebido pelos inúmeros passageiros e permissionários do transporte alternativo em Nova Iguaçu”, relata Sílvio, motorista.

O problema, segundo eles, começou há cerca de dois anos, quando a Prefeitura de Nova Iguaçu determinou a mudança nos pontos finais da maioria das linhas que integram o Serviço de Transporte Complementar de Passageiros de Nova Iguaçu.

MOTORISTAS E PASSAGEIROS TRANSPORTE ALTERNATIVO
Motoristas e passageiros sofrem sem as mínimas condições. Foto: Via Whatsapp

No caso das linhas que atendem aos bairros às margens da Avenida Abílio Augusto Távora (antiga Estrada de Madureira), as condições chegam a ser até piores. As vans foram alocadas na rua Coronel Bernadino de Melo, sob o Viaduto Reverendo João Mush, no Centro.

“Queremos trabalhar. Ninguém aqui é contra as regras e as leis, mas a Prefeitura deveria nos oferecer condições para que possamos exercer nossa função com dignidade. Aqui estamos desamparados de qualquer estrutura básica de abrigo e dignidade”, conclui Daverson Mendes.

Para o especialista em Mobilidade Urbana, engenheiro Sílvio César, Nova Iguaçu teve um crescimento muito rápido e o poder público não acompanhou com a mesma velocidade. Para ele, todo o sistema de transportes deveria ser remodelado:

“Infelizmente esqueceram do transporte. Priorizaram outras demandas e o sistema de transportes coletivos ficou relegado a segundo plano. Os ônibus já não conseguem mais atender as necessidades da maioria da população e por outro lado, o serviço complementar, que deveria auxiliar, não recebe atenção do poder público. É necessário uma grande atualização de todas as linhas, tanto do sistema regular, quanto do sistema complementar, priorizando o deslocamento entre bairros”, diz o engenheiro.

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