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Nova Iguaçu inicia Projeto Paternidade Responsável

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A Prefeitura de Nova Iguaçu deu o pontapé inicial em uma nova ação de fortalecimento de vínculos e reconhecimento paterno, o Projeto Paternidade Responsável. As equipes do PIPAS (Primeira Infância Protegida na Assistência Social), programa ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), fazendo uma série de visitas às casas de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

O serviço visa promover os direitos e deveres que envolvem a paternidade responsável. Serão dadas orientações básicas sobre como reconhecer a paternidade dos filhos oficialmente e encaminhando para os programas, projetos e serviços disponíveis nos CRAS e CREAS de Nova Iguaçu, tendo como foco as crianças na Primeira Infância e seus responsáveis.

De acordo com levantamento feito pela SEMAS, das cerca de 15 mil famílias iguaçuanas inseridas no Cadastro Único em Nova Iguaçu, 1.876 (12%) têm crianças de 0 a 3 anos que se enquadram neste perfil. Cerca de 300 delas estão cadastradas no CRAS Serra do Vulcão, em Jardim Nova Era. Uma destas crianças é Aurora Santos de Oliveira, de 2 anos, filha de Natália Santos de Oliveira, de 23.

“Descobri a gravidez um pouco depois do término do meu relacionamento. Procurei pelo meu ex-namorado, mas ele dizia que a Aurora não era filha dele e que não iria assumir. Então eu a registrei somente com o meu nome e dos avós maternos, mas quero buscar os direitos dela”, conta Natália.

A mãe de Aurora é também uma das visitadoras do PIPAS, trabalho que garante o sustento da menina, juntamente com o auxílio de sua mãe. No entanto, apesar de também ser algo importante, ela garante que sua maior preocupação não é a questão financeira.

“Claro que ajudaria muito, mas eu quero que minha filha tenha um pai, independentemente de ele e eu estarmos juntos ou não. Hoje, ela não entende, mas no futuro vai querer saber quem é ele, quem são os avós, se tem irmãos, primos. Meu desejo é que ele faça não somente o reconhecimento, mas que queira participar da criação dela, que construa uma relação afetiva com a filha e seja pai de verdade”, almeja a jovem.

 

Embora o relato de Natália se assemelhe ao de várias mães que não tiveram seus filhos legalmente reconhecidos pelos pais, há também casos curiosos como o do casal Leandro Moura da Silva, de 31 anos, e Camila Pinheiro, de 25, pais de cinco crianças. Leandro perdeu todos os seus documentos quando era adolescente e, desde então, nunca tirou a segunda via. Ele foi identificado pela SEMAS e será encaminhado ao CRAS Serra do Vulcão e receberá isenção de para dar entrada em uma nova certidão de nascimento. Com isso, poderá ir ao Detran solicitar a segunda via da identidade e, posteriormente, reconhecer seus filhos em cartório.

“Ele é um pai maravilhoso. Está sempre brincando e cuidando das crianças. Quando preciso sair para trabalhar ou fazer algo na rua, é ele quem fica com os filhos, dá banho, faz a comida”, conta Camila, garantindo que Leandro é um paizão para Kauã Henrique (9 anos), Samuel (7), Camile (6), Ana Clara (2) e Gael (6 meses). “Agora só falta registrar”.

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