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Prefeitura tenta mas não consegue impedir reajuste da tarifa dos ônibus em Nova Iguaçu

Mais uma vez a população vai sair prejudicada após uma decisão judicial. Desta vez os afetados serão os usuários das linhas de ônibus municipais, que terão que pagar mais R$ 0,10 para viajar entre os bairros de Nova Iguaçu.

Apesar do serviço ser um dos mais criticados, os consórcios Reserva do Vulcão e Reserva de Tinguá, recorreram à Justiça para reajustar o valor da tarifa, atualmente fixado em R$ 4,00. A Prefeitura de Nova Iguaçu até tentou evitar o aumento, mas uma decisão do desembargador da 22ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, Rogério de Oliveira Souza, determinou que seja aplicado um reajuste, elevando a tarifa para R$ 4,10.

“O voto é no sentido de conhecer os recursos e negar provimento ao 1º (Município) e dar provimento ao segundo (Concessionária) para reajustar a tarifa para o valor de R$4,10 (quatro reis e dez centavos) a partir do julgamento deste recurso e até o julgamento de mérito da ação”, afirma o desembargador relator, na decisão de 16 de julho de 2020.

Vale lembrar que o último reajuste na tarifa de ônibus da cidade foi em 2018, quando o valor passou de R$ 3,80 para R$ 4. Desde então, não houve reajuste.

Nas ruas, a decisão judicial revoltou os usuários. Para eles, o serviço prestado pelas empresas de ônibus está bem abaixo do esperado:

“O ônibus é velho e não tem conforto nenhum, isso sem falar que não há hora certa para passar”, disse Lúcia Fernandes, usuária da linha Austin x Nova Iguaçu, da empresa Nilopolitana.

Já para o eletricista Paulo Figueira, a decisão da Justiça não leva em consideração o serviço prestado:

“Esses engravatados ficam em seus gabinetes refrigerados e não conhecem a realidade. Venham para as ruas e vejam o que passamos. As empresas Mirante e Nilopolitana são as piores, só tem ônibus velhos e não respeitam os passageiros, a tarifa para elas não deveria nem custar R$ 2,00”, revolta-se.

O novo valor de R$ 4,10 passa a vigorar a partir da zero hora deste sábado (22). Apesar da decisão contrária, a Prefeitura de Nova Iguaçu informou que já recorreu da decisão do desembargador Rogério de Oliveira Souza, porém ainda não há data para o julgamento do recurso. Enquanto isso os passageiros terão que desembolsar o novo valor.

Já os Consórcios Reserva do Vulcão e Reserva de Tinguá, informaram que “a decisão judicial reconhece a legitimidade e o respeito ao contrato de concessão vigente, já que o valor da passagem estava congelado há dois anos, conferindo segurança à relação jurídica constituída, imprescindível para o pleno funcionamento do sistema de transporte e o melhor atendimento aos passageiros de Nova Iguaçu”.

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