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STJ decreta a prisão preventiva de ex-pró-reitor da Universidade Iguaçu

A Procuradoria-Geral da República pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que decrete a prisão preventiva de José Carlos de Melo, ex-pró-reitor da Unig, um dos investigados na operação que levou ao afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

Segundo a Procuradoria, o empresário teria liderado um dos grupos do esquema de desvio de recursos no governo do Rio, que teria maior poderio financeiro e viabilizava operações de lavagem de dinheiro.

Ele esta preso em prisão temporária, que tem prazo de cinco dias renováveis pelo mesmo período. A preventiva não tem limite.

A PGR diz que o Grupo 3 de influência no esquema de Wilson Witzel é comandado pelo empresário José Carlos de Melo, ex-pró-reitor da Unig, uma universidade em Nova Iguaçu.

Segundo a delação de Edmar Santos, José Carlos transita entre os grupos de poder comandados por Mário Peixoto e Pastor Everaldo.

A posição de destaque dele se deve, principalmente, de seu “expressivo poder econômico”, ou seja, ele tinha facilidade em fornecer dinheiro vivo para as transações do grupo.

“Apesar de empresário influente, José Carlos de Melo não consta formalmente como sócio de empresas que contratam diretamente com o Poder Público, sendo responsável por atuar nos bastidores, fazendo a intermediação para a contratação pelo Estado do Rio de Janeiro de empresas sobre as quais detém domínio de fato”, diz o MPF.

As empresas de José Carlos não tinham contratos diretos com o governo do Rio de Janeiro, mas ele atuava como intermediário de outras empresas que conseguiam contratos com a administração pública e recebia valores por essa “ponte”.

Segundo Edmar Santos, José Carlos afirmou que pagava uma mesada de R$ 150 mil ao secretário de Ciência e Tecnologia do estado, Leonardo Rodrigues.

NOTA DE ESCLARECIMENTO UNIG

Em virtude das recentes notícias, a Universidade Iguaçu (UNIG) esclarece que José Carlos de Melo não é pró-reitor administrativo da Universidade desde junho de 2020, quando foi exonerado do cargo.

Importante frisar que José Carlos de Melo não é, nem nunca foi, proprietário da UNIG. O CAPE, pessoa jurídica por ele presidida, havia sido contratado para realizar a gestão da UNIG por prazo determinado, mas teve seu contrato antecipadamente rescindido pela Universidade em junho deste ano, em razão de inadimplementos constatados.

A UNIG informa ainda que, desde o desligamento de José Carlos, não há mais qualquer relação entre ele e a Universidade. Vale ressaltar também que todo o faturamento da instituição advém das mensalidades pagas pelos alunos.

A UNIG lamenta que seu nome esteja sendo mencionado quando da narrativa de determinadas condutas imputadas ao José Carlos de Melo. A Universidade está à disposição para prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários.

Fonte: G1
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