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Morte de jogador emprestado pelo Nova Iguaçu vira briga judicial com o Botafogo

A família do ex-jogador Ramonzinho, morto em março deste ano, aos 21 anos, vítima de um quadro de insuficiência renal grave, está acionando o Botafogo na justiça e acusa o clube de ter abandonado o atleta “no leito que resultou na sua morte”. Os familiares pedem R$ 1.218.137,50. A informação é do site “Esporte News Mundo”.

Ramonzinho estava emprestado ao Botafogo pelo Nova Iguaçu, clube que o revelou, de 1º de julho de 2018 a 31 de dezembro de 2019. O clube da Baixada Fluminense também foi inserido como réu no processo por “responsabilidade subsidiária”.

De acordo com a família de Ramonzinho, os problemas de saúde do jogador começaram quando o atleta disputou a Copa São Paulo de 2019 pelo Botafogo, alegando que o atleta teve um quadro de mal estar, vômito, diarreia e dor no estômago em São Paulo, durante a competição.

O jogador foi atendido numa UPA (Unidade de Pronto Atendimento), medicado e liberado, e chegou a atuar novamente na competição. O pai do jogador afirmou nos autos que Ramonzinho chegou de viagem com as pernas inchadas e logo resolveu interná-lo no Hospital Central da Polícia Militar, onde foi internado.

Depois disso, de acordo com o relato dos familiares, Ramonzinho passou a ser submetido a hemodiálise e depois voltou a ser internado no CTI, ficando um longo período até o falecimento em março deste ano, quando já não tinha mais contrato de empréstimo válido com o Botafogo.

“Por fim, foi dito a família durante o leito que o jogador estava sendo devolvido ao Nova Iguaçu, sem rescisão contratual, sem qualquer documento de término da relação, abandonando o mesmo no leito que resultou sua morte, sendo que o Nova Iguaçu nada se pronunciou”, completou o relato a família do ex-jogador.

A família de Ramonzinho cobra saldo de salário, décimo-terceiro salário proporcional, férias proporcionais, verbas rescisórias, multas da CLT, multa contratual, indenização por dano moral e baixa da carteira de trabalho. O Nova Iguaçu alega que não foi citado na ação e ainda não vai se pronunciar. Em nota, o Botafogo se defendeu.

Confira a nota do Botafogo:

1 – O atleta Ramon Cunha de Melo, o Ramonzinho, chegou ao Botafogo no dia 25 de junho de 2018 com um contrato de empréstimo com validade de um ano e meio, até dezembro de 2019, oriundo do Nova Iguaçu FC.

2 – Para a Copa São Paulo de 2019, o atleta se apresentou normalmente e participou de quatro partidas das sete disputadas.

3 – Durante a competição, Ramonzinho relatou dores abdominais e foi assistido pelo Clube, sendo encaminhado imediatamente ao hospital indicado pela competição, onde foram realizados exames e o atleta foi medicado. Por conta disso, ficou ausente de duas partidas, retornando no último confronto da equipe na Copa São Paulo.

4 – Na volta ao Rio, o Botafogo foi informado pela família que o atleta voltou a sentir dores abdominais. O Clube se prontificou, através de seu Departamento Médico, em prestar assistência e conduzi-lo a um hospital para a realização de mais exames. Entretanto, por opção do pai do atleta, que atua na Polícia Militar do Rio de Janeiro, Ramon foi encaminhado para Hospital da Polícia Militar.

5– O Clube esclarece que, a todo momento, mesmo no hospital escolhido pela família, os profissionais do Departamento Médico acompanharam o caso de forma permanente, estando presentes por inúmeras vezes durante o processo de diagnóstico e tratamento do atleta. Além do monitoramento feito pelos profissionais do Clube, a diretoria alvinegra custeou a consulta em outros dos dois profissionais da área para buscar outras opiniões sobre o caso. Ambos os especialistas aprovaram e atestaram o tratamento que vinha sendo feito.

6 – Através da sua assistente social, o Botafogo, desde o primeiro momento em que foi diagnosticada a doença rara do atleta, ficou ao lado da família e prestou todo o suporte.

7– O Botafogo efetuou o pagamento de todas as obrigações trabalhistas do atleta durante o contrato de empréstimo. Após esse período, por lei, ele retomou seu vínculo com o Nova Iguaçu FC. Vale ressaltar que o Botafogo tinha a possibilidade de colocar o atleta durante o período de inativade em regime de INSS, mas não o fez para que seu salário não fosse reduzido.

8 – Após o falecimento do jovem, o Botafogo seguiu dando todo o suporte psicológico e social à família. O Clube se ofereceu a custear as despesas do velório e sepultamento, mas o Nova Iguaçu FC fez questão de custeá-las.

9 – Por fim, o Botafogo lamenta as acusações, esclarece que reúne provas documentadas sobre o caso e reitera que está à disposição da Justiça para esclarecimentos.

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