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Moskow

Agricultoras de Conservatória ganham prêmio de melhor café

18 de dezembro de 2020

 

Agricultoras de Conservatória, distrito de Valença, no Sul Fluminense, ganharam o prêmio de melhor café natural do Estado do Rio de Janeiro. Organizado pela empresa Três Corações, o concurso nacional premia a participação das mulheres na cafeicultura. A vitória da Fazenda Florença tem sabor especial, já que neste ano de pandemia, quando a rede hoteleira na região ficou fechada por um período, cogitou-se a possibilidade de demissões de funcionárias. Porém, o dono da propriedade, o produtor Paulo Roberto dos Santos, sugeriu que elas trabalhassem na colheita seletiva de cafés especiais.   

 

– Ficamos muito felizes por essa premiação, pois trabalhamos na produção de café há apenas três anos, e a região está despertando novamente para a cultura cafeeira. A Secretaria Estadual de Agricultura tem um papel importante de apoio no setor e está nos acompanhando nesse despertar – afirmou Paulo Roberto.

 

A Secretaria de Agricultura explica que vem trabalhando para fomentar a produção de café no estado com os recursos do Agrofundo e também oferecendo apoio técnico desde o pequeno ao grande produtor, por meio da Emater-Rio e da Pesagro-Rio.

 

– A Fazenda Florença venceu o Concurso de Cafés Especiais realizado no ano passado no Palácio Guanabara e agora conquista mais essa vitória. E ainda houve essa história de superação durante a pandemia. Isso só prova que o resgate da produção de cafés naquela região é um sucesso. Os cafés do Rio de Janeiro têm grande qualidade e potencial para alcançar cada vez mais mercados – disse o secretário de Estado de Agricultura, Marcelo Queiroz.

 

Vencedora se emociona com conquista

 

Funcionária do hotel há 14 anos, Josiane Pereira Duque, de 37 anos, foi uma das mulheres que aceitaram o desafio de ir para a lavoura e participar da colheita.

 

– A gente estava com muito medo de perder o emprego. Por isso, fiquei muito feliz quando o Paulo nos deu essa oportunidade de continuar trabalhando e ir para a colheita, mesmo sem experiência. E saber que o resultado disso foi essa premiação dá mais alegria ainda. Não tenho nem palavras, fico emocionada. Voltei a trabalhar como atendente no restaurante do hotel, mas, se precisar, volto para colher café – garantiu Josi, como é mais conhecida na Fazenda Florença.

 

Receita de R$ 75,8 milhões

 

A produção de cafés no estado do Rio reúne 2.644 cafeicultores – a maioria de pequenos produtores – e gera uma receita anual de R$ 75,8 milhões a partir dos grãos cultivados em solo fluminense.

 

Os produtores estão organizados no Arranjo Produtivo Local (APL) de Cafés Especiais. São dois polos: nas regiões Noroeste e Serrana. Além de marcar a retomada de uma atividade tradicional na história do estado, que muito colaborou para as finanças do Brasil, a produção de cafés de qualidade está contribuindo para a diversificação da economia fluminense.

 

Da produção estadual, 80% ocorre no Noroeste Fluminense, 19% na Região Serrana e 1% no Vale do Café e em outros municípios. O Rio de Janeiro produz uma média de 400 mil sacas de café por ano.

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