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Secretaria de Educação inova para dar suporte a professores em tempos de pandemia 

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Eliane Carvalho

Secretaria de Educação inova para dar suporte a professores em tempos de pandemia 

23 de janeiro de 2021

 

Diante do cenário de pandemia, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) precisou se reinventar para dar suporte aos seus professores no enfrentamento dos novos desafios colocados pelo atual contexto educacional. E um dos meios encontrados foi a organização de jornadas on-line, oferecendo programas de formação para uso de ferramentas digitais e aplicação de metodologias do ensino remoto e híbrido. O público-alvo do projeto abrangeu docentes em efetiva regência, coordenadores pedagógicos e gestores da rede pública estadual de ensino.

 

Para o secretário de Estado de Educação, Comte Bittencourt, preparar os profissionais da rede para dominarem as ferramentas do ensino on-line é ampliar o alcance da educação para os jovens.

 

– Muitos dos nossos educadores vinham trabalhando sem o apoio necessário para enfrentar o desafio do ensino remoto nessa situação emergencial. Com essa formação, em pouco tempo, teremos professores não só habilitados na área, como também motivados para criar novos projetos, aliando o seu conhecimento e a sua experiência em sala de aula às novas tecnologias – disse.

  

A primeira Jornada da Educação aconteceu por meio da plataforma digital Google Classroom. Foram mais de 21 mil docentes inscritos, aulões com cerca de 24 mil visualizações e encerramento com 73% de concluintes. O programa foi dividido em três módulos: Ambientação, Exploração e Mergulho. Fizeram parte do conteúdo desses módulos a apresentação das plataformas digitais educacionais e dos principais recursos do Classroom, além de ações do Google Meet e a execução de tarefas no Google Documentos e Google Drive.  

 

Na segunda jornada, os encontros focaram a Educação On-line e o Ensino Híbrido. Foram colocadas as possíveis relações de aprendizagem para o pós-quarentena e a Recuperação de Estudos por meio do WhatsApp e Instagram, considerando cenários reais. Ainda na programação, conteúdos sobre Cidadania Digital, Tecnologias Assistivas e  Acompanhamento e Monitoramento da Aprendizagem na Educação On-line.  

 

Shirley Rodrigues é professora de Língua Inglesa da rede estadual há 22 anos e participou ativamente das Jornadas on-line. Ela, que recebeu e ministrou formação nos treinamentos, já usava a tecnologia em suas aulas antes do período de isolamento social.

 

– Eu sou apaixonada pela tecnologia aplicada à educação, inclusive eu já usava alguns recursos nas aulas antes da pandemia. Claro que o cenário com a Covid-19 foi diferente porque eu precisei adaptar 100% do conteúdo para o modo remoto, mas o fato de estar acostumada com as ferramentas facilitou a minha atuação nas Jornadas on-line. No início de abril, os professores já estavam trabalhando com os alunos na ambientação da plataforma on-line. Nesses treinamentos, nós aprendemos e ensinamos aos colegas como usar as ferramentas necessárias. Nós formamos 21 mil profissionais nas Jornadas. Os professores se dedicaram muito para a montagem das aulas remotas, em um processo bem diferente do que é feito para o preparo das aulas presenciais – explicou Shirley.

 

A professora acrescentou que as lives também fizeram parte do cronograma de aulas.

 

– A partir de setembro nós fizemos lives sobre temas diversos, falamos sobre o “Setembro Amarelo” – prevenção ao suicídio; em outubro fizemos duas lives de Halloween; em novembro focamos na Consciência Negra; e, em dezembro, duas lives de formatura. Eu tinha duas turmas de terceiro ano e não podia deixar passar em branco esse momento tão importante na vida dos estudantes. A pandemia mostrou a importância da escola na vida dos alunos, principalmente para os mais jovens, nós percebemos o quanto eles se sentiram “perdidos” fora da escola, e isso é uma das lições desse período tão conturbado para todos – destacou.

 

A Secretaria de Educação promove ainda, em parceria com o Instituto Singularidades, o projeto Trilha Formativa em Ensino Híbrido. A trilha é composta por sete cursos que auxiliarão os profissionais no uso e aplicação de ferramentas digitais na sala de aula. As aulas da primeira turma começam no dia 15 de janeiro. Até o dia 25 de fevereiro, serão montadas outras três turmas de inscritos. As aulas acontecerão até setembro.  

 

Abaixo, os períodos de inscrição e cursos oferecidos para novas turmas da Trilha Formativa. As inscrições podem ser feitas pelo link: bit.ly/trilhaensinohibrido

 

Cursos oferecidos em cada Trilha 

 

– Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação; 

– BNCC: Práticas e Culturas Digitais; 

– Metodologias Ativas de Aprendizagem: princípios, práticas e tecnologias; 

– Jogos e cultura digital na educação; 

– Narrativas em vídeo na educação; 

– Podcast e educação: a produção de mídia na escola; 

– Narrativas gráficas para educadores.  

 

Períodos de inscrição próximas turmas 

 

2ª turma 

Inscrições: até 27/01  

Período do curso: de 01/02 a 02/08 

 

3ª turma 

Inscrições: de 28/01 a 11/02 

Período do curso: de 15/02 a 16/08 

 

4ª turma 

Inscrições: de 12/02 a 25/02 

Período do curso: de 01/03 a 01/09 

Salto de conectividade nas escolas estaduais 

 

A rede estadual de ensino ganhará maior conectividade a partir deste ano. As escolas, que terminaram 2020 com uma média de apenas um mega de velocidade de internet, começarão o novo ano letivo com o mínimo de 20, podendo chegar até 100 mega, de acordo com o quantitativo de estudantes matriculados. O salto de conexão, que inclui a disponibilização de wi-fi para alunos, se deve ao novo modelo de contratação de serviços de banda larga, agora feita diretamente pelas escolas, por meio de verbas disponibilizadas pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). O valor anual do investimento é de R$ 4 milhões.  

 

De acordo com o secretário de Estado de Educação, Comte Bittencourt, a medida vai adequar as 1,2 mil escolas da rede estadual às demandas de professores e alunos, especialmente em tempos de pandemia, com a intensificação do ensino remoto. 

 

– Cerca de 85% da nossa rede tem, atualmente, apenas um mega de velocidade, o que não atende nem gestores nem alunos. Esse déficit tornou-se ainda mais evidente em função da pandemia, que demandou maior e melhor conectividade. Fizemos ajustes nas contas da Seeduc e criamos um modelo que dá mais flexibilidade para as unidades escolares e suas realidades locais – afirmou. 

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