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Philippe Lima

Café especial do Rio de Janeiro ganha destaque no mercado nacional

 25 de fevereiro de 2021
 
Os cafés especiais estão dando um novo impulso à indústria cafeicultora do estado do Rio de Janeiro – com enfoque na qualidade dos grãos. Para celebrar este avanço, o governador em exercício Cláudio Castro participou, nesta quinta-feira (25/02), da entrega dos certificados de premiação aos produtores vencedores do IV Concurso de Cafés Especiais do Rio de Janeiro. O evento foi realizado na sede da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, em Niterói, na Região Metropolitana.
 
– O concurso, muito mais do que uma competição, é uma exposição. É uma possibilidade para aquele que doa sua vida pelo campo de mostrar o seu trabalho. Quando temos eventos como esse, a gente percebe a riqueza do nosso estado. Temos que inverter a lógica de só ajudar o grande agricultor e incentivar também o pequeno – disse o governador em exercício Cláudio Castro, que ressaltou o trabalho para impulsionar a economia fluminense:
 
– A questão tributária é um grande desafio para o governo e, em breve, vamos enviar para a Assembleia Legislativa um pacote de medidas de modernização. Entre elas, está o tema dos tributos. O Rio de Janeiro tem cerca de 300 diferentes cadeias tributárias. É preciso tornar o estado mais atrativo para o empreendedor – falou Castro.
 
Os maiores vencedores foram Fidélis e Alyne Rodolphi, de Varre-Sai, que levaram o primeiro lugar nas categorias Café Natural e Café com Cereja Descascado. O casal faz parte da terceira geração de produtores.
 
–  É muito gratificante receber este prêmio porque é um trabalho que eu e minha família fazemos há cinco anos. Desenvolvemos tecnologia para produção de cafés especiais e já somos finalistas deste concurso pela quarta vez. Agora, saímos campeões – contou Fidélis, que é descendente de italianos e vem de uma geração de cafeicultores:
 
– Toda a nossa família é envolvida com a produção de café. O concurso vem para dar visibilidade para nossa região, que tem um trabalho de excelência. Com o prêmio, vamos seguir investindo na nossa produção – revelou o agricultor fluminense, de 30 anos.
 
O secretário de Agricultura, Marcelo Queiroz, destacou o bom desempenho dos participantes, que tiveram seus produtos analisados por especialistas em café.
 
– É importante essa integração entre associação e secretarias em prol do desenvolvimento desse produto – comentou o secretário de Agricultura, Marcelo Queiroz.
 
Os lotes de cafés especiais que participaram do concurso já foram leiloados, arrematados e entregues aos respectivos compradores. O concurso foi realizado pela Associação dos Cafeicultores do Estado do Rio de Janeiro (Ascarj), com o patrocínio da Secretaria de Agricultura e apoio da Emater, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, do Sebrae, da Cooperativa de Produtores de Café do Noroeste Fluminense e do Ministério da Agricultura.
 
Produção fluminense
 
Segundo dados da Emater-Rio, a produção total do café fluminense em 2019 foi de 27.698 toneladas de grãos verdes. O número total de produtores foi de 2.550, com 13 mil pessoas ocupadas na atividade de produção e extração, e um valor total obtido com a produção de R$ 75 milhões. A região Noroeste do Estado concentra 72,2% da produção, enquanto a Região Serrana é responsável por 27,6%, a maioria de pequenos e médios produtores.
 
– Estamos desenvolvendo diversas medidas para dar maior visibilidade e maior possibilidade de os cafeicultores fluminenses se expandirem para o mercado nacional – comentou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Leonardo Soares.
 
Novas instalações da Pesagro-Rio
 
O governador em exercício também conheceu as novas instalações dos laboratórios da Pesagro-Rio, que foram reformadas e contribuem para o desenvolvimento de pesquisas importantes para a agricultura fluminense. Foram cerca de cinco meses de intervenções, com um investimento de R$ 80 mil, que contemplaram a ampliação de algumas salas, reparo no telhado e troca do sistema elétrico. Os laboratórios, credenciados pelo Ministério da Agricultura, são referência no estado e responsáveis pela segurança alimentar, com emissão de certificados e controle de qualidade.

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